PALAVRA
DO MÊS MARÇO/2010
PERDÃO, O ATO MAIS NOBRE
E, se pecar contra ti sete vezes no dia e sete vezes
no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me, perdoa-lhe (Lucas
17.4).
Pecar é algo sério. Porém, mais
sério ainda é negar o perdão. Não deve
haver limites em perdoar. Se nós, sendo humanos, somos
orientados a fazê-lo todas as vezes que alguém nos procura
e confessa que agiu errado contra nós, quanto mais
perdoará o Pai àqueles que forem a Ele e confessarem o
erro. O perdão é o ato mais nobre que alguém pode
praticar.
O pecado é algo que jamais deveríamos
cometer, e suas conseqüências estão além da
nossa compreensão. A pessoa que pratica a iniqüidade abre
brechas para o diabo, o qual a tem nas mãos. Quando pecamos
contra alguém, nós o magoamos e ferimos. Então,
após termos cometido a ofensa, a decisão mais correta
é procurá-lo e, com sinceridade, pedir-lhe desculpas.
Creio que, antes de procurarmos quem nos magoou, devemos
acertar-nos com o Senhor, pois todo pecado é, a
princípio, contra Ele. Quem mente peca contra a verdade; quem
age mal peca contra a bondade; quem adultera peca contra a fidelidade,
e assim por diante. Todas as virtudes são atributos divinos, e,
se nós não as respeitamos, devemos, em primeiro lugar,
pedir o perdão de Deus. Em seguida, temos de suplicar que Ele
fale ao coração ferido que nos libere e nos dê
sabedoria para fazer tal pedido.
Por outro lado, aquele que nos procura depois de
acertar-se com o Senhor tem o direito de ser desculpado. A pessoa que
nega o perdão deixa que o diabo a use e incorre em um erro
maior; portanto, deve resolver-se com Deus e procurar quem teve a
hombridade de lhe pedir o perdão e acertar-se com ele
também. Para conceder perdão, não há
limites.
Se, como falíveis que somos, o Senhor nos orienta
a perdoar tantas vezes quantas o ofensor nos procurar, quanto mais Ele,
o qual é infalível, perdoará àqueles que
Lhe confessarem seus erros.
Quem perdoa se iguala a Deus nesse nobre ato. O Senhor
garante que, após perdoar, não Se lembra mais dos nossos
erros (Isaías 43.25). Portanto, perdoar significa esquecer a ofensa. Alguns, no entanto, objetam que
é difícil ter sido passado para trás, ou
dói ter sido traído por alguém em quem mais se
confiou, e a ferida ainda não cicatrizou. Mas quem pensa assim
se esquece de que o coração do Pai – que é amor –
é muito mais sensível do que o nosso. Se confessarmos a
Ele todos os nossos erros, por maiores que sejam, Ele é
fiel e justo para nos perdoar [...] e nos purificar de toda
injustiça (1 João 1.9). A maior garantia de que
fomos perdoados é que Ele não Se lembra mais do erro
confessado.
Em Cristo, com amor,