PALAVRA
DO MÊS JUNHO/2011
MATEUS 6 : 1-7
Dê
com sinceridade (6:1-4)
6:1
Na primeira metade desse capítulo, Jesus lida com três
áreas
específicas de retidão prática na vida individual:
ações
caridosas (v. 1-4), oração (v. 5-15) e jejum (v. 16-18).
O nome Pai
é encontrado dez vezes nesses dezoito versículos e
é a
palavra-chave para entendê-las. As ações
práticas de retidão
deveriam ser feitas para a aprovação do Senhor, e
não para a
anuência das pessoas.
Ele
inicia essa parte do sermão com uma advertência contra a
tentação
de queremos exercer a justiça executando
ações
caridosas com a finalidade de sermos vistos por eles.
Não é
a atitude que ele condena, mas a motivação. Se a
atenção pública
for o fator motivador, então será o único galardão,
pois
Deus não recompensará a hipocrisia.
6:2
Parece incrível que os hipócritas
chamariam ruidosamente
a atenção para si, à medida que davam ofertas nas
sinagogas
ou esmolas para os mendigos nas ruas. O Senhor repreendeu a
conduta deles com um comentário conciso: eles já
receberam a
recompensa (isto é, a única recompensa deles é
a reputação
que ganham enquanto estão na terra).
6:3-4
Quando um seguidor de Cristo dá esmola,
é para ser dada em secreto. Deveria ser tão
secreto que Jesus
falou aos
discípulos: ignore a tua mão esquerda o que faz a tua
direita.
Jesus usa essa linguagem figurativa para mostrar que nossa esmola
deveria ser para o Pai, não para ganhar notoriedade para
o
doador.
Essa
passagem não deveria ser interpretada para proibir qualquer
oferta
que poderia ser vista pelos outros, já que é praticamente
impossível fazer todas as contribuições
estritamente anônimas.
Mas condena a exibição descarada ao dar.
Ore
com sinceridade (6:5-7)
6:5
Em seguida, Jesus adverte os discípulos contra a hipocrisia ao
orar.
Eles não deveriam se posicionar propositadamente em áreas
públicas
de forma que os outros, vendo-os orar, ficassem impressionados por
suas devoções. Se o amor pela proeminência for o
único motivo na
oração, então, Jesus declara, a proeminência
ganha é a única recompensa.
Nos
versículos 5-7, o pronome pessoal grego está no plural.
Mas no
versículo 6, a fim de enfatizar comunhão íntima
com Deus, passa
para o singular. O segredo para a oração respondida
é fazê-la em secreto (entra no teu quarto e, fechada a
porta,
orarás a teu Pai). Se o motivo sincero é chegarmos a
Deus, ele
ouvirá e responderá. Se o motivo sincero é
chegarmos a Deus, ele
ouvirá e responderá.
Se
usássemos essa passagem para proibir a oração
pública, estaríamos
indo longe demais. A igreja primitiva se reunia para a
oração
coletiva (At 2.42; 12.12; 13.3; 14.23; 20.36). O ponto principal
não
é onde oramos. A ênfase aqui está em por
que oramos
– para sermos visto pelas pessoas ou para sermos ouvidos por Deus.
6:7
A
oração não deveria ser constituída de vãs
repetições –
por exemplo, sentenças decoradas ou frases vazias. Pessoas
não
salvas oram assim, mas Deus não se impressiona pela mera
multiplicação do muito falar. Ele quer ouvir as
expressões
sinceras do coração.
DOUGLAS KAJIWARA
IRMÃO DE
FÉ
|