PALAVRA DO MÊS - JANEIRO /2008


MÁRTIRES DE LIÃO
ATAS DO SEU MARTÍRIO

A perseguição foi uma violência tal neste país que a raiva dos pagãos era tão grande contra os santos, e nossos bem-aventurados mártires sofreram que nós não saberíamos encontrar as palavras.
O diabo preparando assim um futuro reino dos infernos. Por todas as parte esteve induzindo os seus ao combate contra os servidores de Deus.  Não  somente  nos rechaçaram  das casas, dos banhos e da praça pública, mas nos proibiram de aparecer em qualquer parte.
Entretanto, a graça de Deus lutou por nós, afastando do perigo os tímidos e opondo ao adversário colunas sólidas da fé, capazes de resistir sem vacilar e de fazer voltar contra eles todo choque do Maligno. Os defensores caminharam para o martírio e tiveram de suportar ultrajes e suplícios,  mas  revelaram  ao mundo que os sofrimentos daqui de baixo nada são em comparação à glória que nos espera lá em cima com Cristo Jesus.
Eles suportaram valentemente as brutalidades da multidão. Foram batidos, insultados, importunados. Seus bens foram pilhados, atiraram-lhes pedras, encarceram-nos juntos. Eles suportaram tudo. Fizeram-nos subir ao fórum, magistrados da cidade os interrogaram perante todos,  confessando sua religião foram aprisionados, esperando a chegada do governador. O então ficaram sujeitos às crueldades habituais.
As prisões continuavam todos os dias, se encontraram reunidos na prisão todos os cristãos fervorosos das 2 igrejas, foram  presos  também alguns pagãos,  servidores dos nossos, pois o governador havia dado ordem oficial de procurar a todos. Essas pessoas,  por influência de satanás tomaram-se de medo.  Houve horrores tão monstruosos que não podíamos mencionar, nem mesmo imagina-los ou crer que seres humanos os tinham jamais cometidos.
Satanás ambicionava faze-los proferir, também eles, alguma blasfêmia. O governador e os soldados abateu-se sobre o diácono Sanctus de Viena. Nós todos temíamos por Blandina ;  e sua senhora , ela se mostrou  tão  corajosa, a ponto de cansar e desencorajar os carrascos.
Sanctus superior a tudo, também suportou com valor sobre-humano todas as torturas dos carrascos. Os ímpios esperavam que os tormentos prolongados e cruéis lhe arrancariam a confissão de algum crime.  Todas as  perguntas eram respondidas em latim : “ Sou cristão. “ Foi a única resposta que ele repetiu cada vez, em lugar do nome, da cidade, da raça e do resto. Os pagãos não conseguiram mais nada.
Seu próprio corpo era prova de torturas sofridas. O Cristo, que sofria nele,  conquistava magníficos  títulos de Glória, esmagando satã, que não há nada de temível quando se reina o amor do Pai, nada doloroso quando se trata da glória de Cristo. 
Suas carnes estavam inchadas e inflamadas e esperavam que recomeçando a tortura se triunfariam sobre ele. Não somente nada disso aconteceu a Sanctus, mas contra toda expectativa. Seu corpo ferido se restabeleceu e se reergueu nestes novos suplícios. Para ele a tortura não foi tormento, mas a cura. Estes cruéis tormentos tornavam-se, pois,  sem efeitos graças ao Cristo que fortificava seus amigos também. Novos , que vinham a ser presos, não haviam recebidos em sua carne a sagração dos suplícios e não podiam suportar os horrores de serem amontoados e morriam lá mesmo na prisão. Aqueles que haviam renegado a fé desde sua detenção ficaram também presos com os mártires. Os verdadeiros confessores da fé eram aprisionados como cristãos sem outro motivo de acusação; aos outros aprisionavam-nos como homicidas e outros. Estes, encontravam um reconforto na alegria do martírio e na esperança das promessas no amor de Cristo e no Espírito do Pai.
Os confessores caminhavam cheios de alegria, o rosto rebrilhando de glória e da graça. Maturus, Sanctus, Blandina e Átala foram conduzidos às feras do anfiteatro toda sorte de tormentos como se antes  não tivessem sido torturados.  Vieram ainda  as chicotadas, segundo os usos do país, os ferimentos das   feras e tudo que o povo delirante reclamava aos gritos provenientes de todos os lados; enfim, a cadeira de ferro onde os corpos, tostados, exalavam um odor de gordura. Mas, os pagãos não estavam saciados. Sua raiva redobrava contra os mártires, querendo vencer sua resistência.  
Os mártires oferecidos em espetáculo bastaram para substituir os duelos de gladiadores. Blandina, suspensa a um poste, devia servir de presa às feras. Entretanto nenhuma das feras a tocou naquele dia. Tiraram-na do poste e tornaram a leva-la para a prisão. Guardavam-na para outro combate. Ela era pequena, frágil e desprezada, mas revestida em Cristo.
Átala, fizeram-no a dar a volta no anfiteatro levando em sua frente um cartaz onde se lia em Latim : “ Átala, O Cristão”. O povo estava enraivecido contra ele. Pois ele era cidadão romano. O governador mandou notificar a César e esperou a resposta. Átala pela sua paciência manifestava bem a misericórdia de Cristo.
César havia, nesse ínterim, respondido que fossem golpeados os obstinados e libertados os apóstatas.   O governador fez trazer a seu tribunal para novo interrogatório, pois assim fez decapitar os que eram conhecidos como cidadãos romano, sendo como traidores e enviou os demais às feras. Ficavam excluídos somente os que não haviam tido jamais qualquer traço de fé. Que não tinham o temor a Deus. Eram os filhos da perdição que, por sua apostasia, blasfemaram contra os caminhos de Deus.
No tribunal estava Alexandre, vindo da Frigia, durante os interrogatórios, ele fazia sinais com a cabeça aos acusados, encorajando-os a proclamar a fé.  O Povo  então furioso de ver, reclamou a berros contra Alexandre e acusou de responsável por isso.  O  governador perguntou-lhe quem era?  “Sou Cristão” , respondeu Alexandre. Furioso, o governador o condenou às feras.
Alexandre entrava no anfiteatro com Átala. Pois o governador para agradar o povo, entregava novamente o Átala às feras. Eles passaram então por todos os instrumentos de torturas imaginadas para o anfiteatro. Enfim foram degolados. Alexandre sem um gemido, sem um murmúrio, entreteve-se todo o tempo com Deus no fundo do seu coração. Átala sentado sobre a cadeira de ferro e com o corpo queimado havia dito em latim.
Que nome dava a Deus? “DEUS”, respondeu ele, “não tem nome como um homem”.
Contra Blandina entre golpes faziam a jurar contra Deus, mas não conseguia.
A bem-aventurada Blandina foi a última. Mãe nobre que encorajou seus filhos para a Glória de Cristo.
Após os chicotes, as feras, a grelha, puseram-na numa rede,  para ser atirada a  um touro.  Lançada ao ar por várias vezes pelo animal, não sentia mais nada, toda conversão estava em Cristo. Finalmente degolaram- na, e os próprios pagãos confessaram que jamais, entre eles, mulher alguma padecera tantos e tão cruéis sofrimentos.
O furor e cueldade era enorme. Excitados pelo diabo nem seus corpos eram esquecidos. Cumpria-se a palavra escrita ; “ O ímpio mergulhará em sua impiedade, e o justo será mais justo ainda”.
Uma guarda noite e dia os impedia de sepultá-los. Corpos mutilados , cabeças cortadas, carnes em farrapos,  tudo isso ficou muito tempo sem sepultura, guardados pelos soldados.
Entre os pagãos muitos achavam que deveriam sofrerem mais. Outros caçoavam aos mortos e se glorificavam aos seus ídolos. Alguns mais moderados e aparentemente tocados por um pouco de compaixão:
“ Onde está seu Deus ?” “ De que a de servir, que eles amaram mais que a sua vida ?” Eram assim as mais diversas reações.
Durante 6 dias ficavam os corpos expostos para a insultação dos pagãos. Em seguidas eram queimados e suas cinzas eram jogadas no Ródano (rio europeu de enorme importância nasce na Suíça e deságua no mar Mediterrâneo), isso para não restar qualquer relíquia dos mártires. Fazendo isso, os pagãos criam vencer a Deus e impedir os mortos de ressuscitar.

Amar verdadeiramente Jesus, é chegar a ponto de negar seu próprio corpo em seu nome. A estes homens e mulheres que bravamente lutaram e morreram, fico a admiração e exemplo total de vitória em NOME DE JESUS.



Pr HELIO JOSÉ BARBOSA
COMUNHÃO CRISTÃ ABBA PG
TEXTO ADAPTADO E MODIFICADO

Os servos de Cristo residentes em Viena e Lião, na Gália, a seus irmãos da Ásia e da Frigia, portadores da mesma fé e esperança na redenção: Paz,  graça e glória  por Deus Pai e por Jesus Cristo, nosso senhor.



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