A perseguição
foi uma violência
tal neste país que a raiva dos pagãos era tão
grande
contra os santos, e nossos bem-aventurados mártires sofreram que
nós
não saberíamos encontrar as palavras.
O diabo preparando assim um futuro reino dos
infernos.
Por todas as parte esteve induzindo os seus ao combate
contra
os servidores de Deus. Não somente nos
rechaçaram
das casas, dos banhos e da praça pública, mas
nos proibiram de aparecer em qualquer parte.
Entretanto, a graça de Deus lutou por
nós,
afastando do perigo os tímidos e opondo ao adversário
colunas
sólidas da fé, capazes de resistir sem
vacilar
e de fazer voltar contra eles todo choque do Maligno. Os defensores
caminharam para o martírio e tiveram de suportar ultrajes e
suplícios,
mas revelaram ao mundo que os sofrimentos
daqui
de baixo nada são em comparação à
glória
que nos espera lá em cima com Cristo Jesus.
Eles suportaram valentemente as brutalidades da
multidão.
Foram batidos, insultados, importunados. Seus bens
foram pilhados,
atiraram-lhes pedras, encarceram-nos juntos. Eles suportaram tudo.
Fizeram-nos subir ao fórum, magistrados da cidade os
interrogaram
perante todos, confessando sua religião
foram
aprisionados, esperando a chegada do governador. O então ficaram
sujeitos
às crueldades habituais.
As prisões continuavam todos os dias, se
encontraram
reunidos na prisão todos os cristãos fervorosos das 2
igrejas, foram presos também
alguns
pagãos, servidores dos nossos, pois o governador havia
dado
ordem oficial de procurar a todos. Essas pessoas,
por
influência de satanás tomaram-se de medo. Houve
horrores tão monstruosos que não
podíamos
mencionar, nem mesmo imagina-los ou crer que seres humanos os tinham
jamais cometidos.
Satanás ambicionava faze-los proferir,
também
eles, alguma blasfêmia. O governador e os soldados abateu-se sobre
o diácono Sanctus de Viena. Nós todos temíamos por
Blandina
; e sua senhora , ela se mostrou tão corajosa,
a ponto de cansar e desencorajar os carrascos.
Sanctus superior a tudo, também suportou
com
valor sobre-humano todas as torturas dos carrascos. Os ímpios esperavam
que os tormentos prolongados e cruéis lhe arrancariam a
confissão
de algum crime. Todas as perguntas eram
respondidas
em latim : “ Sou cristão. “ Foi a única resposta que ele
repetiu
cada vez, em lugar do nome, da cidade, da raça e
do
resto. Os pagãos não conseguiram mais nada.
Seu próprio corpo era prova de torturas
sofridas.
O Cristo, que sofria nele, conquistava magníficos
títulos
de Glória, esmagando satã, que não
há
nada de temível quando se reina o amor do Pai, nada doloroso
quando
se trata da glória de Cristo.
Suas carnes estavam inchadas e inflamadas e
esperavam
que recomeçando a tortura se triunfariam sobre ele. Não
somente nada disso aconteceu a Sanctus, mas contra toda expectativa.
Seu
corpo ferido se restabeleceu e se reergueu nestes novos
suplícios.
Para ele a tortura não foi tormento, mas a cura. Estes
cruéis tormentos tornavam-se, pois, sem efeitos
graças
ao Cristo que fortificava seus amigos também. Novos
, que vinham a ser presos, não haviam recebidos em sua carne a
sagração
dos suplícios e não podiam suportar os
horrores
de serem amontoados e morriam lá mesmo na prisão.
Aqueles
que haviam renegado a fé desde sua detenção
ficaram
também presos com os mártires. Os verdadeiros
confessores da fé eram aprisionados como cristãos sem
outro
motivo de acusação; aos outros aprisionavam-nos
como homicidas e outros. Estes, encontravam um reconforto na alegria do
martírio
e na esperança das promessas no amor de Cristo e
no
Espírito do Pai.
Os confessores caminhavam cheios de alegria, o
rosto
rebrilhando de glória e da graça. Maturus,
Sanctus,
Blandina e Átala foram conduzidos às feras do anfiteatro
toda
sorte de tormentos como se antes não
tivessem
sido torturados. Vieram ainda as chicotadas, segundo os
usos
do país, os ferimentos das feras e tudo que o povo
delirante
reclamava aos gritos provenientes de todos os lados; enfim, a cadeira
de
ferro onde os corpos, tostados, exalavam um odor de
gordura.
Mas, os pagãos não estavam saciados. Sua
raiva
redobrava contra os mártires, querendo vencer sua
resistência.
Os mártires oferecidos em espetáculo
bastaram
para substituir os duelos de gladiadores. Blandina,
suspensa
a um poste, devia servir de presa às feras. Entretanto nenhuma
das
feras a tocou naquele dia. Tiraram-na do poste e
tornaram
a leva-la para a prisão. Guardavam-na para outro combate. Ela
era pequena, frágil e desprezada, mas revestida em Cristo.
Átala, fizeram-no a dar a volta no
anfiteatro
levando em sua frente um cartaz onde se lia em Latim : “ Átala,
O Cristão”. O povo estava enraivecido
contra
ele. Pois ele era cidadão romano. O governador mandou notificar
a César e esperou a resposta. Átala pela sua
paciência
manifestava bem a misericórdia de Cristo.
César havia, nesse ínterim,
respondido
que fossem golpeados os obstinados e libertados os apóstatas.
O governador fez trazer a seu tribunal para
novo interrogatório, pois assim fez decapitar os que eram conhecidos
como cidadãos romano, sendo como traidores e enviou os demais
às
feras. Ficavam excluídos somente os que
não
haviam tido jamais qualquer traço de fé. Que não
tinham
o temor a Deus. Eram os filhos da
perdição que,
por sua apostasia, blasfemaram contra os caminhos de Deus.
No tribunal estava Alexandre, vindo da Frigia,
durante
os interrogatórios, ele fazia sinais com a cabeça aos acusados,
encorajando-os a proclamar a fé. O Povo então
furioso
de ver, reclamou a berros contra Alexandre e acusou de
responsável
por isso. O governador perguntou-lhe quem era? “Sou
Cristão”
, respondeu Alexandre. Furioso, o governador o condenou às feras.
Alexandre entrava no anfiteatro com Átala.
Pois
o governador para agradar o povo, entregava novamente o Átala
às feras. Eles passaram então por todos os instrumentos
de
torturas imaginadas para o anfiteatro. Enfim foram
degolados.
Alexandre sem um gemido, sem um murmúrio, entreteve-se todo o
tempo
com Deus no fundo do seu coração.
Átala
sentado sobre a cadeira de ferro e com o corpo queimado havia dito em
latim.
Que nome dava a Deus? “DEUS”, respondeu ele,
“não
tem nome como um homem”.
Contra Blandina entre golpes faziam a jurar contra
Deus,
mas não conseguia.
A bem-aventurada Blandina foi a última.
Mãe
nobre que encorajou seus filhos para a Glória de Cristo.
Após os chicotes, as feras, a grelha,
puseram-na
numa rede, para ser atirada a um touro.
Lançada
ao ar por várias vezes pelo animal, não
sentia
mais nada, toda conversão estava em Cristo. Finalmente
degolaram-
na, e os próprios pagãos confessaram que
jamais,
entre eles, mulher alguma padecera tantos e tão cruéis
sofrimentos.
O furor e cueldade era enorme. Excitados pelo
diabo
nem seus corpos eram esquecidos. Cumpria-se a palavra
escrita
; “ O ímpio mergulhará em sua impiedade, e o justo
será
mais justo ainda”.
Uma guarda noite e dia os impedia de
sepultá-los.
Corpos mutilados , cabeças cortadas, carnes em farrapos, tudo
isso ficou muito tempo sem sepultura, guardados pelos soldados.
Entre os pagãos muitos achavam que deveriam
sofrerem
mais. Outros caçoavam aos mortos e se glorificavam aos
seus ídolos. Alguns mais moderados e aparentemente tocados por
um
pouco de compaixão:
“ Onde está seu Deus ?” “ De que a de
servir,
que eles amaram mais que a sua vida ?” Eram assim as mais diversas
reações.
Durante 6 dias ficavam os corpos expostos para a
insultação
dos pagãos. Em seguidas eram queimados e suas cinzas
eram jogadas no Ródano (rio europeu de enorme importância
nasce
na Suíça e deságua no mar Mediterrâneo),
isso para não restar qualquer relíquia dos
mártires.
Fazendo isso, os pagãos criam vencer a Deus e impedir
os mortos de ressuscitar.
Amar verdadeiramente Jesus, é chegar a
ponto
de negar seu próprio corpo em seu nome. A estes homens e
mulheres
que bravamente lutaram e morreram, fico a admiração e
exemplo
total de vitória em NOME DE JESUS.
Pr
HELIO JOSÉ BARBOSA
COMUNHÃO
CRISTÃ ABBA PG
TEXTO ADAPTADO E MODIFICADO